Postos de Salvamento

Baixada Santista, 2019

Estes postos de salvamento foram elaborados para instalação em algumas praias da baixada santista de São Paulo. Essas praias, mesmo muito frequentadas, nunca haviam tido um projeto único de postos de salvamento – que sempre foram objetos improvisados ou instalados de maneira precária.

O projeto era, portanto, uma oportunidade de criar um projeto de interesse público, como também a possibilidade de pensar um objeto que pudesse simbolizar esta região do litoral paulista.

Necessidades de orçamento, de visibilidade e de efemeridade pautaram as principais decisões da proposta.

 

1. Materialidade

Os recursos disponíveis são significativamente reduzidos, e foi necessário pensar na construção de postos com materialidade simples.

Possuem todos uma base de concreto armado e quatro pilaretes, onde uma estrutura de madeira se apoia. Sobre as peças de madeira é posicionado a parte fechada dos postos, área feita com um sanduíche de placas cimentícias (preenchidas, internamente, com eventual material térmico-acústico).

As portas são executadas em madeira e pintadas com tinta automotiva. Cada um dos postos possui uma escada metálica de acesso.

2. Comunicação

Os postos propostos foram pensados a partir de sua visibilidade e potencial comunicativo. Foram adotadas cores chamativas na parte superior, nas portas e na fonte do projeto de comunicação visual.

Essas cores devem variar de posto para posto, não devendo nunca existir um posto de salvamento com combinação cromática semelhante à outro posto. A perspectiva é criar um padrão de comunicação que seja identificável, mas nunca igual.

Elementos como as fonte de identificação dos postos foram tratados com muito cuidados. Colocados em destaque, pretendem ser espaços de identificação pública dos espaços – algo que ocorre, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde as praias são conhecidas pelo número dos postos’.

3. Programa

Para facilidade de execução e redução de orçamento decidiu-se pela realização de um ‘programa reduzido’.

Isso significa ausência de áreas molhadas, como banheiros, e a opção pela concepção de postos que seriam apenas espaços para armazenamento de materiais e locais de observação dos banhistas na praia.

A parte inferior permanece livre, apenas contando com uma área concretada in loco. A parte superior, acessada por uma escada metálica, conta com um pequeno depósito e espaço para observação espacial.

 

4. Execução e efemeridade

Além dos princípios anteriormente mencionados, outros nortearam o projeto proposto.

Foi uma decisão adotar um sistema construtivo que pudesse, caso houvesse necessidade, ser desmontado com relativa facilidade e remontado em outro local. Isso se deve à imprevisibilidade que os usos se dão em determinados locais da baixada santista – e como os usos e a quantidade de banhistas interfere diretamente na instalação dos postos.

Também foi previsto um projeto que tivesse duas ‘faces’. Uma diurna, que corresponde a porta frontal aberta, e outra noturna, representada pelo posto em horário de recolhimento – ou seja, quando a porta frontal permanece fechada.

Também é previsto um sistema de recolhimento da escada lateral, que pode ser armazenada ou recolhida quando houver necessidade.

Equipe: Luiz Gustavo Sobral Fernandes/ (projeto e gerenciamento)

Imagens: Francesco Gianelli/SUMA imagens

arquitetura meridional

SÃO PAULO

Alameda dos Jurupis, 455 / conjunto 67

Moema 

Brasil

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